sábado, 26 de julho de 2014

Dary Ivo Schaeffer - Uma breve história!



No dia 12 de novembro de 2013, a cidade foi surpreendida com a notícia do falecimento de Dary Ivo Schaeffer, em Meia Praia (SC). Se vivo fosse o radialista estaria completando neste dia 26 de julho, 68 anos de idade. Em 2009 escrevi uma breve história do Dary e sua passagem pelo rádio. Também acrescento uma carta que ele me mandou, com fotos, em 2010; quando estava na Inglaterra onde tem uma filha, genro e neto. Na oportunidade, com a esposa Maria Luíza, visitou outros países.  


A voz




I

Uma das três ou quatro mais bonitas vozes da história do rádio erechinense – pelo menos dentre as que eu conheci -, vai se calar. Dary Ivo Schaeffer prepara-se para deixar o rádio. Depois de exatos 40 anos de microfone, aos 62 anos de idade o Dary vai ‘sair do ar’ dia 25 deste mês. Portanto, a contagem regressiva começa hoje a partir do emblemático dez dias.

 II

Casado com Maria Luiza Schaeffer, Dary e Malu tem um casal de filhos, que por sua vez cada um tem um filho. Os filhos de Dary com sua esposa são Tammy Renata que é casada com Andrew Gorrie. Residente na Inglaterra – o casal deu ao velho Dary o netinho Enzo.

III

O radialista e a esposa tem ainda o filho André Gustavo que casou-se com Gabriela Korf Schaeffer. O casal também presenteou o velho radialista com um netinho – o Gabriel de 1 ano. Aliás, distante do neto Enzo que vive na Inglaterra, Dary passa as horas da folga curtindo o netinho ‘made in Brazil’ ou em Campo Pequeno – o Gabriel.
 
IV

A história do Dary no rádio começa em Três de Maio, logo depois do quartel. No dia 3 de fevereiro de 1969 ele veio cobrir as férias de um colega na rádio Erechim a convite de Euclides Antonio Tramontini – o Nico. Em 10 de março foi para a rádio Aratiba onde ficou quatro meses e 20 dias. Em 1º de agosto de 1969 voltou para a Pioneira onde ficou três anos e 25 dias. Em 1972, também em agosto, Dary se foi de mala e cuia para a rádio Difusão, onde dia 25, o alemão completa 37 anos. Na soma – pula a barreira dos 40 anos de microfone.

V

Na Erechim, embora tenha permanecido três anos e 25 dias, foi lá que o radialista e homem Dary Ivo Schaeffer deu o golpe da sua vida, ou seja, encaminhou-se definitivamente na vida.
Sim, porque enquanto o garotão com jeito de playboy – mas que desde cedo também começou a revelar um amor invulgar para com as coisas da querência amada; pois foi lá na Erechim, enquanto Dary falava ao microfone e o exigente Tramontini cuidava da administração geral da emissora, é que o considerado achou que era hora de amarrar o coração e não viu melhor lugar do que a mesa da secretária. A secretária, Maria Luiza, também andava com planos semelhantes, e por fim, ou por logo, acertaram os ponteiros e juntaram suas vidas.

Um ano e meio teria durado a dupla em separado – cada qual sentado em sua cadeira, em seu lugar, cuidando do seu ofício. Sim, porque 18 meses depois da flechada de olhar que quase sempre conduz ao altar da igreja e ao altar da vida; Dary decidiu botar o seu sobrenome no fim do nome da secretária e a Maria Luiza virou Schaeffer e foi morar com o locutor.

VI



Em 25 de agosto de 1972 a convite de Idylio Segundo Badalotti, diretor da Rádio Difusão, Dary Schaeffer abriu as cortinas de um espetáculo que vai se fechar dia 25 vindouro. E neste espetáculo o guri de Três de Maio, o garotão da Aratiba, o rapazote da Erechim – consagrou-se como uma das mais identificadas, macias, educadas e comportadas vozes da Rádio Difusão e por que não, como já disse, aos meus ouvidos, das mais bonitas vozes do rádio erechinense desde que meus ouvidos começaram a buscar no velho Semp à luz do meu pai Alberto, e depois no Saturno, no Phillips e hoje...

VII

Nestes seus 40 anos de rádio, nestas suas quatro décadas, nesta sua vida de rádio, Dary Ivo Schaeffer teve sua voz de tonalidade e sonoridade raras – requisitada, em especial, pelo Clube Esportivo e Recreativo Atlântico através do descortino de Flávio Zanardo e Julio Brondani, que fizeram da voz de Dary, a voz de inúmeros bailes de debutantes, de bailes do vinho, de carnavais memoráveis do verde-rubro. 


Dary ainda dividiu-se com as lidas gaudérias, onde também deixa sua marca de taura campeiro. Não só no lombo do Dragão Caraí (seu cavalo), mas na apreciação da literatura gauchesca e no bom gosto da inconfundível e notável música gaúcha – também aí o Dary riscou seu estribo na terra que ampliou sua voz. Seu começo foi através da cobertura de um evento do gênero a convite do presidente de então da 19ª região do MTG – o gaudério, professor e amigo, Menotes Conceição.

VIII

Homem eclético de rádio, Dary Ivo Schaeffer foi locutor de programas matinais, vespertinos e noturnos, locutor de comerciais gravados ou ao vivo. Leu notícias boas e trágicas, deu avisos de todas as sortes e azares no Mensageiro Gaúcho em especial. Foi repórter de geral, de polícia, de política, de rural e de esportes. Repórter de reportagem. Anunciou notas de falecimentos e casamentos. Leu nomes de pais, padrinhos e recém nascidos. Viu a morte e a vida na boca do microfone, em momentos que quase sempre proíbem que qualquer músculo da face ou da garganta se alterem na voz do locutor - por causa da emoção - que na maioria das vezes fica por conta do ouvido, das faces, das gargantas, do coração e das almas de quem está do outro lado do rádio. Quantos ‘Jornais Falado’, Dary leu?!

X

Ele mesmo relata: “foi uma lição de vida tudo o que vivenciei e faria de novo. Me agarrei muito a Erechim que faz jus ao jargão ‘capital da amizade’ e ainda pude pegar três anos do velho Café Grazziottin”, recorda. Sobre o rádio local: “É de muito bom nível”, e volta no tempo. “Olha só a equipe de esportes que a Difusão já teve: Idivar Áppio, Frederico Viero Netto, Francisco Basso Dias, Paulo Cagliari, Idylio Badalotti, João Aldo Zanin, Altair Colussi, Sérgio Batista de Azevedo... e hoje, pelo amor de Deus, tem uma das melhores equipes... com certeza os dois melhores narradores esportivos (Edson Machado e Amilton Drews)”, elogia o radialista.

XI

Dary Ivo Schaeffer, que hoje anda num flamante Honda, orgulha-se de ter passeado pela cidade por longas duas décadas no lombo de um fusquinha 1977. Seria o de rodado largo e bege – só para combinar com a cor do bidogão?! A verdade é que o Dary e a secretária que ele roubou da rádio Erechim, vão morar a 250 metros do mar. Do mar de Itapema/SC, onde, o próprio Dary, se for convidado não deverá recusar um programa semanal de lidas gaúchas. Mas isto fica por conta do destino, e, digamos, de algum dono de rádio catarinense que tenha a informação e o descortino que o Tramontini teve em 1969, o Idylio depois e o Brondani – sempre.  

XII

Seu ainda patrão e amigo Idylio Segundo Badalotti, define: “O Dary foi e é um exemplo. Cidadão honesto e profissional competente. Não lembro de ter tido um atrito com este homem”.

XIII

E se a estreia do radialista, na Difusão, se deu num sábado de Pelotas e Ypiranga na Boca do Lobo, com direito a Roberto Carlos no domingo em Erechim, chegado de Chapecó pela esburacada e barrenta BR 480 quando RC vinha mais meloso do que nunca com ‘A janela’, ‘Como vai você’, ‘A distância, ‘Você já me esqueceu’ e ainda desfilava nas telas ‘Em ritmo de aventuras’; 40 anos depois, com o velho bigode de fogo querendo mudar a tonalidade da cor dos fios para um cinza, justificadamente mais cansado; pois, ciente do dever cumprido com dedicação e talento no rádio e na cidade, na família e na vida – Dary Ivo Schaeffer recolhe sua voz, dá de mão na sua Malu, cuia e térmica, e trocando o velho Roberto pelo saudoso Cesar Passarinho, ainda se vê ‘Guri’. Coloca na estrada o pingo de 200 cavalos, de nome Civic Honda, e digo eu agora: ‘vai Dary. Depois do Brasil de norte a sul e do Panorama de Notícias do dia 25 - não me perguntes onde fica o Alegrete ‘de mar’. Segue o rumo do teu próprio coração. Cruzarás pela estrada algum ginete. E ouvirás toque de gaita e violão ... e, por educação e gratidão – muito obrigado pelo que proporcionastes ao rádio e à comunidade erechinense.

XIV 

Não resta dúvidas que a despedida de Dary Ivo Schaeffer será uma perda de muito difícil reposição. Até um de seus raros desafetos – que todos nós cultivamos - teria deixado escapar, segundo conta um amigo: ‘O Dary vai embora. E agora – com quem é que eu vou brigar?!’. A peça deverá trocada – mas o ‘substituir’ ainda é um termo muito mais amplo, muito mais largo, muito mais profundo, muito mais alto do que o ‘trocar’. Assim foi também com Euclides Antônio Tramontini e Milton Doninelli, com o Jovino Alves Martins e Francisco Basso Dias – 'monstros' do rádio erechinense, entre outros que me escapam à memória, talvez, por não marcarem tanto. Pelo menos a mim. A cidade tem, ainda, portanto, por dez dias a voz de Dary Ivo Schaeffer, no rádio. Depois, o manto do passado que a tudo encobre, em alguns casos para não ser mais visto, e, noutros, para ser preservado; será estendido mais uma vez em Campo Pequeno. Desta feita – no rádio.

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* Carta que recebi do Dary em 2010.




Um erechinense em Londres


    ‘Amigo.
    Completamos hoje, sete dias em Londres.
    Me acampei, e o ponto de partida de todos os passeios já realizados, em Great Missenden , a oeste e 40 minutos de trem e uma hora de carro de Londres. Alem da capital já estivemos em Chesham, Amersham, Little Missenden (bairro de Great Missenden), Speen - Rest Home for Horses (impressionante hotelaria de cavalos, uma casa de descanso destes, outrora serviram a realeza e hoje estão aposentados, só no come e dorme).
Por onde quer que se ande, como hoje em Aylesbury e High Wycombe, como nas demais, mergulha-se no verde, são túneis de árvores que se formam ao longo de ruas, avenidas, rodovias e ao redor das casas (muitas cuja arquitetura e secular, igrejas principalmente), numa demonstração de que aqui, e não é de agora, há consciência ecológica.
    No domingo, 13, em Londres, me ative a procurar pela encomenda do Naudi e confesso, está difícil de encontrar o álbum (ele sabe por que). Mas continuarei nas buscas. Retornarei lá, para uma visita a famosa faixa de segurança, naquela rua dos Beatles.
    E como radialista, aposentado, mas saudoso da profissão, não me contive. Fui à BBC. Quem, da minha área e que aqui esteve não foi na BBC. (Imaginei o Milton Doninelli na BBC). Bem recebidos, ciceroneados por duas funcionárias, conhecemos o complexo onde tudo começou em 1922. O prédio, hoje, em fase de conclusão das obras de reforma, e os anexos ao lado, novos prédios onde a partir de 2012 tudo ficará concentrado outra vez (parte da BBC, a BBC Brasil e outras, funcionam em outra região da cidade, mas em dois anos estarão juntas num único local).
    Num dos estúdios da emissora, junto à mesa com seis microfones, sentei e matei a saudade, foto que eu peço não publiques já que é uma exigência da emissora. A foto do prédio e uma segunda tirada do alto deste mostrando parte do centro da cidade, fique à vontade, podes publicar.
    Ontem, junto a um Grupo de Escoteiros daqui vendemos a imagem do nosso Tupinambas e de Erechim, entregando-lhes material correspondente.
    Até 4 de agosto minha rotina será esta. Dia 22 de julho iremos a Roma para uma estada de seis dias. Aqui vivemos os últimos dias da primavera. Sol em meio às nuvens, frio e calor, chuva fina, tudo a qualquer hora. A Inglaterra e assim.
Encerrando. Neste momento, uma e quinze da tarde, aí no Brasil, 5 e 15 da tarde aqui, me preparo para daqui ha pouco assistir a estreia do Brasil na Copa.
    Baseado no que vi até agora, da pra jogar com menos dois homens em campo que venceremos.


    Meu caro, um grande abraço.  
        Dary Ivo Schaeffer’


sábado, 28 de junho de 2014

Que o Mato da Comissão não repita a Matriz São José!



(BV – 13 – 6 – 2014)





1

Era 2009. Fevereiro. O secretário de Planejamento do município, Moacir João Tormen, adiantava que, segmentos e a comunidade, decidiriam o que fazer daquela área – Parque Longines Malinowski (Mato da Comissão). Não lembro o que era – mas dizia eu: ‘acho, pessoalmente, isto uma temeridade’. Se a voz do povo é a voz de Deus – teria sido Deus quem condenou seu filho à morte para soltar o afamado assaltante Barrabás?


Discutir, pensar, projetar e deliberar o futuro do Mato da Comissão - esta é uma ação que pode inscrever o nome da administração no céu ou lhe dar uma placa no inferno – pensava eu com meus botões. E lembrava: o prefeito Luiz Francisco Schmidt (1997 – 2000) deu sorte quando ‘a voz do povo’ acertou sobre o cercamento da área.

2

Se não estou enganado, a líder comunitária Carlinda Poletto Farina deve ter estudos sobre o assunto, lembrava. Sei que a área de Biologia da URI têm, a Accie também e, assim, outros devem ter opiniões que não podem ser ignoradas. Mas, sempre que o tema surgia de (mexer no mato) – até fazer uma consulta popular sobre o mato – eu era contra. Era e sou. A razão é simples: É tema para o andar de cima e exige um dom que anda nos faltando e nem pode ser comprado. É intangível. É cultural.

Ao longo do tempo ouvi ‘atentados’ como permitir acesso de veículos, calçamento interno, implantação de churrasqueiras e coisas do gênero. Se descermos até esse degrau que leva aos porões da ignorância, devíamos homenagear as mulas que há quase cem anos lá eram largadas para pernoitar, descansar e pastar, porquanto aqueles quadrúpedes, o máximo que faziam era adubar o ‘potreiro da comissão’, enquanto lhe limpavam ainda as gramíneas. Exerciam já um exótico ‘plano de manejo!?’.


3

Houve um tempo que nos finais das domingueiras, quando o sol já não conseguia mais trespassar a mata virgem, depois da matiné do Ideal, que eu virara Tarzan andando de cipó dentro do Mato da Comissão. Imaginar Erechim sem aquele lugar? Hoje, 45 – 50 anos (isto em 2009), quanto e o quê? - o Mato da Comissão significa para Erechim, ninguém sabe aferir com exatidão.
Então - cuidado com o que intentam.
De boas intenções o inferno arde cheio em arrependimentos.
Quem anda palpitando ou se omitindo sobre a situação – cuidado!
Deus está vendo.
E o diabo – aguardando parceria.


4

Eu não sei – mas se a intenção da prefeitura é boa e, parece ser; o que não me resta dúvida é sobre o que pode vir depois. E invoco aqui mais uma vez a virtude que não pode faltar a quem cheira verde – maduramente.


5

Vá ao largo do Santuário de Fátima num final de domingo ou numa segunda-feira de manhã para ver como o povo-de-Deus, o povo-de-Erechim, deixa o lugar por onde a criançada correu, brincou ou deu os primeiros passos.
Não é preciso nem volver o olhar à Santa: ‘Nossa Senhora de Fátima!’ - cai da boca como uma interjeição natural.

6

Abrir o mato para um parque – democrático sim -, mas, quem se encarregará dos excessos!?
É como um estádio de futebol e suas arquibancadas após uma partida.
Não há como advertir, recomendar, proibir, nem segurar.
É do jogo.

7

Intrigante: que danos as espécies contaminantes provocaram ao longo das décadas ao Mato da Comissão?
Fuga da fauna?
Agora – apontem um santuário verde que viu o homem chegar e permanecer como um dia foi!?
O mato estará ‘vivo’ às futuras gerações – ou então será papo já caduco!?
Menos intrigante: homem não é uva-japão, não é eucalipto, mas tem ele alvará de ‘não contaminante (invasor)’?
Quem pode dar essa garantia?
Com a palavra e, as responsabilidades, das quais a sociedade erechinense jamais esquecerá - os atores (pessoas e entidades) envolvidos no processo.

8

Se Sérgio Benito Maccagnini e Carlinda Poletto Farina estivessem vivos, teríamos um embate totalmente diferente ao que assistimos hoje. Maccagnini, 77 anos, foi sepultado em 20 de novembro de 2005. Carlinda 75, anos, faleceu em 16 de abril de 2013.
Ambos – lideraram lutas em favor do meio ambiente quando este ainda era um tema quase debutante em Campo Pequeno.
Que faltam fazem.
Ao mesmo tempo eram nativos e exóticos – por que pensavam à frente.


9

Como jornalista, dou minha opinião.
A ideia da prefeitura de abrir o parque à população pode ser política e filosoficamente perfeita, no entanto, estamos preparados culturalmente para usufruir sem agredir a mata nativa? Não acredito – infelizmente.
E a limpeza, e o barulho, e a segurança?
Se andar na rua é perigoso – quem acudirá gritos no parque!?
Quem vai fiscalizar tudo isso?
Por quanto?


10


Talvez, na minha ignorância silvícola não perceba que o projeto considera o sol se pondo por trás de Campo Pequeno e,
em noites de sábado,
namorados, casais e famílias sentadas em gramados limpinhos do parque para ouvir,
em silêncio sepulcral,
André Rieu e sua Orquestra,
tocando valsas vienense,
Don’t cry for me Argentin, ou Carmina Burana (O Fortuna)!

11

O Mato da Comissão não deve atender ostensivamente aos interesses desta geração.
O Mato da Comissão deve atender, criteriosamente, as demandas do agora, especialmente à sua própria proteção e renovação, e a dos nossos netos.
Que valor (não tangível) terá aquela área em 30 ou 50 anos!?
A cidade com 130 anos – e prédios de apartamentos e lojas e,
24 hectares de área verde preservada ao centro...!
Onde mais se acharia algo assim?

12


Que projeção terá a cidade com um ‘laboratório vivo!’.
Aulas abertas de Ciências.
Endereço de universidades.
Pesquisa.
Laboratório a céu aberto.
Isto não seria mais que
– mais uma cidade com mais um parque...!?
Mas isto, ao que tudo indica, está condenado em nome... do bem estar de - hoje.
Não somos suficientemente sensíveis de que haverá um amanhã?


13

Lembram da derrubada da Matriz São José?
Pois é.
Aonde se encontra alguém que aplauda o que foi feito!?
E, como hoje - na época, quem foi contra?
Mas agora, como diria o saudoso Geder Carraro, ‘Inês é morta!’.


14


Depois da derrubada da imponente Matriz – verdadeira catedral de eco incomparável aos meus ouvidos -, nunca encontrei um favorável.
No entanto, sobram e colhe-se a qualquer hora - críticas severas à ignorância que prevaleceu sobre a cultura, a história e o verdadeiro/moderno colocado ao chão
sem só nem piedade - em nome do quê!?
Depois correram versões: em nome da ignorância e, talvez, da ganância.

15

Que o Mato da Comissão não repita o equívoco,
irrecuperável e maiúsculo,
inominável e histórico,
com o sucedido à velha Matriz.
Torcemos para o Bom Senso F.C.
e,
vamos adiante!



quinta-feira, 19 de junho de 2014

O futebol de hoje e o de ontem!

(BV – 6 – 6 – 2014)

O FUTEBOL DE HOJE, de longe não lembra mais o de ontem. Basta olhar quanto se ganha, quanto se corre em campo, o preparo dentro e fora dos gramados. Sobre patrocínios então, o que dizer. O balão de couro de vaca é agora couro sintético.



POIS, nestes tempos de Copa lembro do que li, algo muito curioso, sobre a Copa do Mundo de 1958 na Suécia – Brasil campeão.



A PARTIDA FINAL era contra os donos da casa e, opa! - também eles de camisa amarela! Fizeram um sorteio para ver quem jogaria de amarelo. Deu Suécia.



E FOI ENTÃO que o Brasil descobriu que só tinha levado camisas amarela.



O ROUPEIRO saiu à noite para um povoado a 20 km da concentração onde encontrou e comprou um jogo de camisetas azuis.


PASSOU A NOITE tirando o escudo da ‘amarelinha’ e costurando na camiseta azul. Depois, com o tecido das amarelinhas confeccionou os números no fardamento azul.



A AZUL DO BRASIL (?) comprada num povoado da Suécia está hoje na história. Colocada que foi por Gilmar, Djalma Santos, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Zito e Didi, Garrincha, Pelé, Vavá e Zagallo.



COM ESSE TIME - até com a ‘camiseta do povoado sueco’ aquele Brasil sagrar-se-ia campeão mundial.




JOSÉ RODOLFO MANTOVANI (JRM) trabalha para conseguir 40 mil votos. Se alcançar essa votação – não estaremos diante de um milagre.


À ESPERA DE um milagre teve Tom Hanks despontando e, o ‘gigante’ Michael Clarke Duncan. Em 3 de setembro de 2012 - Duncan – o personagem gigante do ‘milagre’ faleceu em Los Angeles (Califórnia – EUA).


MICHAEL CLARKE DUNCAN foi um ator norte-americano, mais conhecido por seu papel de estréia como John Coffey em The Green Mile – À espera de um milagre, para o qual foi nomeado para um Oscar e um Globo de Ouro.


AGORA – mesmo que Mantovani não reinvente John Coffey – o PP terá um candidato com reais chances em 2016 à prefeitura de Campo Pequeno.



A ÚLTIMA vaga do PP à Assembléia Legislativa foi obtida por Mano Changens. Alcançou 42.220 votos. É voto!



AGORA – não é que o JRM pretende eleger-se com os votos de Erechim e da região – quase ignorando as demais geografias!?


TORTELLI – Lembro do exemplo do deputado Altemir Tortelli: ‘fez quase 10 mil em Erechim, cerca de 15 mil no Alto Uruguai e foi buscar outros cerca de 20 mil ‘noutras geografias’".


POR QUE será que os deputados que se elegem; ‘beliscam’ aqui 1.000, 2 mil, 4 mil votos...!


PORQUE eleição lembra o adágio da galinha e dos grãos. 


SE HÁ UMA coisa que não dá mais para aguentar é o noticiário que toda hora pergunta se isso ou aquilo estará pronto para a Copa.


OS AUTORES de tais questionamentos, especialmente àqueles radicados nos meios da imprensa, não tem pauta diferente que não agrida tão amadoristicamente o senso de observação das pessoas?


VESTIBULAR NA URI tem inscrições disponíveis até dia 24. Em Erechim são 160 vagas: 50 para Administração – Linha de Formação Específica: Administração; 60 vagas em Direito e 50 em Engenharia Civil.



COPA transfere horário da prova da URI: não será mais 14h. Agora é às 9h do dia 29. O Brasil pode jogar nesse dia.


DOIS EVENTOS que começaram quase ‘do nada’ – graças ao empenho da abnegados de cada causa, já caminham com as próprias pernas por Campo Pequeno.


RALLY INTERNACIONAL é um deles: Fico Barros, Cláudio Pagliosa, Milton Pagliosa, Everton Barbieri e agora na 17ª edição talvez mil pessoas e entidades – trabalharam quase no anonimato para o sucesso do evento.


LEMBRO DOS TEMPOS em que integrava o Comando Esportivo cobrindo o lançamento do evento – sextas-feiras à noite no Boliche (ao lado do Rubem Berta), no Via Sete...


HOJE a concentração é no Parque da Accie com seu Pólo de Cultura.


SIMPÓSIO DO LEITE é outro valor agregado ao calendário erechinense.


ESTOU ENTRE os que entendem que as coisas que dão certo, com raras exceções, precisam contar com muitas cabeças e braços.


POR JUSTIÇA e, considerando o tópico anterior ainda como regra não posso deixar de registrar o nome do veterinário Walmor José Vanz como o líder deste acontecimento que extrapola há bom tempo as porteiras de Campo Pequeno.


ESTE ANO teremos, concomitantemente, o 11º Simpósio do leite, 5º Fórum Nacional de Lácteos e 3ª Mostra de Trabalhos Científicos nos dias 10 e 11 de junho.


VANZ é o presidente da Associação dos Médicos Veterinários do Alto Uruguai – AMEVAU.


A CONCENTRAÇÃO do evento do leite, que tem dado líquido e certo, também é no Pólo de Cultura.


LENTA e, paulatinamente os eventos de porte vão acampando no Parque de Exposições da Accie – Pólo de Cultura.


TUDO no Pólo, brotado entre macegas!?


LENTA e paulatinamente o erechinense vai descobrindo que a distância está diminuindo até o Pólo. Como era longe o Colosso da Lagoa!


AQUELE ‘casca grossa’ era mesmo um grosso!?


LENTA e paulatinamente, São Tomés, tem sido visto desfilando com suas ‘sandálias da humildade – de couro italiano’ – nos palcos do Pólo. 


AQUELE ‘ves-guionário’ era mesmo um cego.
Enxergava só atrás do tempo!


PRESIDENTE DO PMDB Edgar Paulo Marmentini mandou mensagem dizendo que o partido em nível local, sabia sim, que tinha sido 3º em 2010, contrapondo o que aqui foi publicado (e corretamente) na semana passada.


NÃO QUIS consertar o erro do deputado que apartou observação, de que o PMDB teria sido 2º em 2010 em nosso município - para ‘não deixar o deputado mal’.


MAS DEVIA. Marmentini devia, com jeito, fazer a correção, não pelo jornalista, mas para mostrar ao seu candidato ao governo do estado – que aqui o PMDB está, ou estaria – agora fico em dúvida -, não só atento, como preocupado.


ALIÁS, o PMDB de Campo Pequeno não tem histórico eleitoral recomendável nos últimos pleitos ao governo do Estado: 3º em 2010 e 3º em 2006.


EM 2002 elegeu o Germano Rigotto governador. Mas, se dependesse só daqui – perderia. Tomou 30.141 a 21.152 de Tarso Genro. 


EM 1998 – O PMDB com Antonio Britto levou 22.250 a 18.473 no 1º turno e 25.746 a 21.889 no 2º turno de Olívio Dutra. Tudo aqui em Campo Pequeno , onde se criou a lenda que o PMDB era o maior partido.  

O CANDIDATO DO PMDB/2014 ao governo do estado não nega mesmo que tem um filho jornalista e uma filha publicitária: cercado de perguntas pertinentes há uma semana - em 70 minutos não disse quase nada que interessava à imprensa e, quase tudo, que interessava só a ele. Quem sabe faz a hora!? 

YPIRANGA pode ser campeão da Segundona neste sábado – 7.
Reitero eu: a Segundona devia ser vista no Colosso da Lagoa como uma ‘primeira fase’ de uma série de outras fases – às quais o canarinho devia ir superando degrau por degrau. Com vagar, mas sempre. Qual o limite? – que releiam ‘A bola não entra por acaso!’.


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Reitoria da URI eleita com 92% dos votos

 Nestor, Luiz Mario, Rosane e Giovani



As eleições da URI realizadas na última terça-feira, 17, confirmaram a eleição dos dirigentes da reitoria para o período 2014/2018. Luiz Mario Silveira Spinelli (reitor), Rosane Vontobel Rodrigues (pró-reitora de Ensino), Giovani Palma Bastos (pró-reitor de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação) e Nestor Henrique De Cesaro (pró-reitor de Administração) foram eleitos. De acordo com os números dos quatro câmpus e as duas extensões a nominata que concorreu à reitoria, obteve 92,19% dos votos. Tiveram direito a voto os professores, funcionários, alunos e representantes da comunidade. Para o reitor Luiz Mario Spinelli “essa expressiva votação que supera toda e qualquer expectativa é resultado de um trabalho que teve como alicerce a transparência, o diálogo e o entusiasmo. Foi uma construção coletiva. Vamos continuar perseverando na busca de ações que, acreditamos, nos viabilizam como uma universidade comunitária. No dia de hoje eu só penso em agradecer”

Também foram eleitas as direções gerais de cada unidade da Universidade, coordenação de área do conhecimento, coordenação de cursos, representante do corpo docente, representante do corpo técnico-administrativo e direções de Escolas de Educação Básica. A posse dos eleitos à reitoria, direções dos câmpus e extensões, das Escolas de Educação Básica e os representante do corpo docente e do corpo técnico-administrativo deverá ocorrer no dia 30 de agosto. Os demais eleitos tomarão posse no dia 30 de junho.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Gentileza do Prefeito


(BV - 23 - 5 - 2014)


GENTILEZA DO PREFEITO Paulo Polis ao convidar-me para uma conserva. Muito proveitosa, porquanto, permitiu acesso a informações que não se ouve em entrevistas.


COISAS DE PODER e de governo, outras; de interesse quase só pessoal – mas que sempre cabem no contexto quando se é autoridade ou se fala sobre o poder.


PARA um homem de imprensa sempre é importante ter uma dimensão mais exata a respeito do governo e suas idiossincrasias. O poder, a intimidade e suas intercorrências periféricas.


O PREFEITO não poupou elogios às condições em que encontrou a prefeitura. Por tabela – sobrou reconhecimento ao ex-prefeito Eloi Zanella.  


O PREFEITO escancarou mais uma vez sua gratidão ao deputado Marco Maia, como interlocutor de todas as horas em Brasília. É sua chave de todas as horas na capital federal.


ADEMAIS foi muito claro sobre sua preocupação central que está diretamente ligada a fazer uma muito boa gestão.


PAULO POLIS quando deixar a prefeitura quer ser lembrado por ter contribuído a seu tempo e modo - para o desenvolvimento da cidade onde escolheu viver.


ENFIM, o prefeito Paulo Polis, abordou questões de governo, de gestão, de relações com pessoas e partidos e, claro, falou um pouco de política.


OBSERVOU que a capacidade de investimento do município é muito baixa – por isso, a correria a Brasília em contatos com suas fontes políticas e nos ministérios.


DISSE que deseja voltar para a Caixa Econômica Federal quando encerrar sua gestão. Quando? – não entrou nessa dividida.


COMO JÁ VI muita coisa na política – desconfio (e o prefeito quer me fazer crer que não assim como outros também tentaram antes e, nunca conseguiram cumprir para sempre o que lhe está no sangue!) que o político Paulo Polis jamais poderá deletar da sua vida o conceito político que em tão breve tempo construiu – para ficarmos com um termo petista.


FALANDO em petista, o prefeito, bem, fiquemos por aqui. Foi ele que pediu para filiar-se à legenda quando chegou quase sem ser notado – afora seus 2.913 eleitores -, à Câmara de Vereadores em 2004.


 COMENTA-SE À BOCA PEQUENA QUE Antônio Dexheimer será candidato a prefeito em 2016.
Não sei.
Só vendo – acredito!


COMENTA-SE à boca pequena que PT e PMDB poderão romper para 2016 a prefeito.
Não sei.
Só vendo – não acredito!


NA MINHA vida jornalística fui convidado por dois prefeitos para falar – sem microfones e anotações, enfim, sem o intuito de fazer matéria – para visitas ao gabinete: Paulo Polis e Antônio Dexheimer.


NOS DOIS CASOS suspeito que os assessores de imprensa dos respectivos prefeitos foram consultados, se não, autores da ideia. Reporto aqui aos colegas e amigos, jornalistas Salus Loch (por Paulo Polis) e Marcos Aurélio Castro (por Antônio Dexheimer).



PARA QUE não pairem dúvidas - avanço: sempre mantive um alto nível de respeito com todos os prefeitos desta cidade com os quais convivi nestes últimos anos.


O COMÉRCIO de Erechim não deve ter ninguém para calcular quantos negócios vem perdendo desde a determinação do fim do estacionamento rotativo pago.


E ISTO não é opinião, palpite ou achismo. Eu mesmo – já deixei de fazer determinadas compras em determinados momentos porque não encontrei lugar próximo de onde queria parar.


AHHHHH – mas isso é mania de cidadezinha do interior! Não e sim. Mas, não é só isso. Estamos longe, mas muito longe, de sermos comparados com um grande centro onde o carro precisa ficar quadras e quadras do banco, da loja, etc.


A QUESTÃO é uma só: quem promoveu o fim do estacionamento rotativo pago que indique uma saída – e já!



CULPAR A BUROCRACIA não repõe o dinheiro que deixa de entrar no caixa do comércio que devolve em impostos e dá empregos.


QUEM ACABOU com o estacionamento que tenha a mesma pressa em encontrar uma solução.


SE EM DEZ negócios – dois deixarem de ser feitos, o que não nada improvável –, por absoluta falta de condições de deixar o carro; qual o tamanho do prejuízo em vendas e lucro, impostos e empregatício, projetando para uma loja que espera 1 mil negócios!  



CELULAR – Ligo para o prefeito de Faxinalzinho e nada. Ligo e nada. Nada e nada. Ninguém atende.


ATÉ ENTENDO porque desde o dia 28 de abril quando da morte de dois agricultores o prefeito não para de atender a imprensa da região, do estado, do país...


MAS insisto. Ligo e nada. Então ligo para o vice. E James Ayres Torres, o vice – explica do outro lado: ‘o prefeito perdeu ou esqueceu o celular em Brasília!’.


TERIA sido na Marcha dos Prefeitos. ‘Estamos vendo se habilitamos outro para ele’, emendou o vice James Torres.


E JÁ deve estar com outro, porque, é possível viver solteiro ou descasado. Até casado dá para viver - mas sem celular não!


FALANDO em Marcha dos Prefeitos, a da semana passada foi a 17ª. Ou seja: há 17 anos os prefeitos e seus munícipes (como se diz no interior) vem marchando.


E OLHA – de fazer inveja a qualquer Batalhão que se preze em desfile. Ninguém (nenhum município) erra o passo. Todos ‘marchando’ numa unidade federativa padrão FIFA.


PP NACIONAL está com Dilma e não abre. Na imprensa dessa semana saiu uma informação que o partido poderá até ‘enquadrar os dissidentes’.


DE OUTRO AZAR até o meio da semana o partido em nível local estava com dificuldades de lotar um ônibus para o lançamento da candidatura de Ana Amélia ao governo do estado.


AGORA VÁ VOCÊ explicar esse modelo de inter-relações político/partidárias num país onde os valores ideológicos e partidários ditam o ângulo da coluna vertebral dos interesses sem aceite à dobradiças!


NÃO RESIDE AÍ a semente da nossa fragilidade política/institucional – servindo de modelo a outras condutas mis onde o Imponderável FC é a regra?!



WALMIR BADALOTTI admitiu na rádio Cultura que pode ingressar em um novo partido político. Egídio Lazzarotto garante ser o PMDB.


NA ENTREVISTA combinei com Badalotti que domingo, às 10h, à saída da missa na Catedral (ambos vamos quase sempre) que ele me confessasse o nome da sigla.



DE BATINA política, conforme o partido, ou melhor, conforme a sigla – ministrarei a penitência. Se for a desconfiança do Egídio, aiaiaiaiai – haja terço. Ave Maria!