sábado, 17 de janeiro de 2026

Nelly - vive!

 

 

Nelly Therezinha Todeschini Cantele

Neste sábado do verão de janeiro de 2026, a pena da Nelly, da dona Nelly, da senhora Nelly, da poetisa Nelly, da Nelly da Academia Erechinense de Letras – da Nelly, que ao meu pouco qualificado conhecimento sobre esta arte tão profunda, com seus encantos e encobertos mistérios enfeitados de beleza e doçura – saiu de seus dedos e descansou. Como disse – entendo pouco sobre poesia – mas na minha sincera observação – a Nelly foi, e sempre será em algum sentido, em pele, alma e espírito - a própria poesia desta cidade.  

Pois, neste mundo da poesia que é para poucos, a obra da Nelly se acomoda na prateleira mais alta entre os erechinenses afortunados pelo dom. E assim, ela e os seus poemas ficarão para deleite de quem aprecia e se alimenta de versos elegantes e intrigantes – desta arte bela por seus mistérios, por suas entrelinhas desconcertantes, por seus versos quase sempre envoltos de um ar ‘não aparente’, do desconhecido, discreto e quase quieto – mas sempre doce por seu todo. Da primeira à ultima palavra. Enquanto ser humano - Nelly foi seu melhor poema. O poeta não morre - sobrevive nos seus versos. Nelly - vive!